Vídeos de experimentos realizados no projeto

Atualizado: 28 de jan. de 2021

Atualmente o link para acessar o canal " Lapec UnB", disponível no YouTube e assistir aos vídeos de experimentos é:


Nessa página você encontrará alguns dos vídeos que foram publicados nos últimos dois anos, bem como os roteiros e explicação para os fenômenos. Ao longo do período da realização das atividades do projeto alguns canais no YouTube foram criados para disponibilizar vídeos elaborados pelos estudantes extensionistas. Hoje, analisando os vídeos postados, vimos que muito ainda pode ser aprimorado para que os experimentos postados possam contribuir com propostas que permitam a realização de práticas experimentais de Ciências simples, com material de baixo custo e presente em nosso cotidiano. Além de possibilitar a discussão da interpretação do fenômeno observado com o experimentos.

Roteiros de Vídeos de experimentos


1. Experimento: Bolhas de CD

Materiais necessários:

· CD(Compact Disc) que possa ser quebrado;

· Isqueiro;

· Tesoura.


Entendendo o experimento:

Ao aquecer o CD, percebe-se que o calor do fogo produzido pelo isqueiro não é conduzido com facilidade até sua mão, de forma que o manuseio pode ser feito sem luvas. Isso se justifica devido ao plástico que compõe o CD, não ser um bom condutor térmico. Ao aquecer o CD percebe-se que ele passa do estado sólido para o líquido. Para o experimento "dar certo", deve-se tentar encontrar o equilíbrio entre o ponto de fusão e o ponto em que ele começa a se derreter de forma que o ele não pegue fogo ao aquecer. É preciso assoprar rápido o CD depois de aquecido, pois ele volta ao estado sólido rapidamente. Perceba também que ao assoprar o CD aquecido, quase derretendo, ele volta para o estado sólido, formando as bolhas. O CD pode ser moldado, pois ele é feito de termoplástico, diferentemente de materiais chamados termofixos. Um termoplástico é um plástico (polímero artificial) que, a uma dada temperatura, apresenta alta viscosidade podendo ser conformado e moldado. Esses materiais, antes de atingirem o estado fundido, passam por uma transição vítrea. Exemplos de termoplásticos são o polipropileno, o polietileno, o polimetil-metacrilato (ou acrílico) e o policloreto de vinil (popularmente conhecido como PVC), entre outros. Esse polimérico sintético, quando sujeito à ação de calor, facilmente se deforma podendo ser remodelado e novamente solidificado mantendo a sua nova estrutura. Isto significa que, os plásticos quando divididos em termoplásticos e termofixos, os primeiros são altamente recicláveis ao contrário dos termofixos.

Isto acontece porque as cadeias macromoleculares dos termoplásticos se encontram ligadas por Forças de van der Walls ou por Ligações de Hidrogênio que se quebram por ação do calor, fundindo-se o material. Ao ser novamente resfriado, voltam a ser restabelecidas as suas ligações intermoleculares, não havendo desta forma quebra das ligações covalentes dos monómeros que formam as macromoléculas. Os termofixos, ao contrário, quando aquecidos não podem ser remodelados.

Podemos definir a condutividade térmica como: a habilidade dos materiais de conduzir energia térmica. Estruturas feitas com materiais de alta condutividade térmica conduzem energia térmica de forma mais rápida e eficiente que estruturas análogas feitas de materiais com baixa condutividade térmica. Desta maneira, materiais com alta condutividade térmica são utilizados em dissipadores térmicos e materiais de baixa condutividade térmica são utilizados na confecção de objetos que visam a prover isolamentos térmicos, a exemplo, em cobertores. Esta propriedade, que é uma propriedade do material e não do objeto, guarda íntima relação com a equação de transporte de Boltzmann.

A condutividade térmica é uma característica específica de cada material, e depende fortemente tanto da pureza como da própria temperatura na qual esse se encontra (especialmente em baixas temperaturas). Em geral, a condução de energia térmica nos materiais, aumenta à medida que a temperatura aumenta.

A condutividade térmica equivale numericamente à quantidade de calor(Q) transmitida por unidade de tempo através de um objeto com espessura (L) unitária, numa direção normal à área da superfície de sua seção reta (A), também unitária, devido a uma variação de temperatura (∆T) unitária entre as extremidades longitudinais. O inverso da condutividade térmica é a resistividade térmica.


A unidade de condutividade térmica segundo o sistema internacional de unidades é o watt por metro e por kelvin, sendo o watt obviamente análogo ao joule por segundo.



2. Experimento: arco-íris de CD


Materiais necessários:

· CD (Compact Disc) que possa ser quebrado

· Fita adesiva

· Tesoura

· Fontes luminosas diversas (vela, lâmpada de LED ,lâmpada florescente, lâmpada incandescente, luz negra )


Entendendo o experimento: O CD possui milhões de micro buracos, nos quais a luz se decompõe ao passar. Isso acontece devido a um fenômeno óptico chamado difração. Quando a luz passa por uma fenda, espalha-se além do caminho estreito definido pela fenda em regiões que ficariam escuras caso se movesse em linha reta A difração é um fenômeno físico que ocorre com qualquer tipo de onda, como, por exemplo, com as ondas sonoras e com os raios de luz, e que pode ser entendido como sendo o desvio da trajetória retilínea da luz após ela passar pela aresta de um objeto. Esse fenômeno acontece quando parte da frente de onda encontra um obstáculo ou barreira. Diferentes fontes luminosas oferecem diferentes resultados ao experimento, diferentes cores compõem o arco-íris.





3. Experimento: Fervendo água com seringa


Materiais necessários:

  • 1 seringa descartável;

  • Béquer ou um copo pequeno

  • Prendedor de madeira;

  • Pisseta, ou qualquer outro recipiente com água

  • Fósforo;

  • Lamparina a álcool ou vela;


Entendendo o experimento:

Ao puxarmos o êmbolo da seringa fechada estamos diminuindo a pressão no interior da seringa. Ao atingirmos uma determinada pressão, no interior da seringa, inicia-se a formação de bolhas e a pressão no interior da bolha iguala-se a pressão no interior da seringa e as bolhas conseguem se desprender do líquido. Quando essa situação é atingida, a água entra em ebulição numa temperatura inferior a 100ºC, fenômeno que acontece em lugares acima do nível do mar, onde pressão atmosférica é menor.

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